segunda-feira, 3 de março de 2008

A minha imagem...


A Mensagem é diferente para cada pessoa mas tudo se resume em lutar por um futuro melhor.


Este livro apresenta a capa do original, sendo datado de 1959. Encontra-se na sede do Agrupamento de escuteiros 1300 - Pedreira.
Curiosidade: O livro apresenta as datas em que Fernando pessoa escreveu cada poema que compõe a obra.

Agora só desejo que entrem na nau e sonhem com um futuro melhor.
Filipe Taveira

sábado, 1 de março de 2008

XII
Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.

Tanta foi a tormenta e a vontade!

Restam-nos hoje, no silêncio hostil,

O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.


Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!


“Mensagem” de Fernando Pessoa


Lorina Miranda

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O que é o mito?

" Um mito, do grego antigo μυθος ("mithós"), é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O mito procura explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis (todas elas são criaturas sobrenaturais). Pode-se dizer que o mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade."







Citação:

"O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo."
Fernando Pessoa


Os Doze trabalhos de Hércules



Lorina Miranda

A minha Mensagem...





  • Eu apelo-vos a lutar contra o conformismo e a realizar os vossos sonhos, pois, lá fora há um mundo a descobrir e uma missão por realizar!



Lorina Miranda








  • Da potência ao acto, de deus ao sonho a obra é feita. É hora de abrir os olhos e enlouquecer buscando concretizar os vossos sonhos.


Filipe Taveira







  • Eu apelo-vos a abrir os olhos para o mundo. Vós tendes de ser loucos para poder ser insatisfeitos e tentar chegar à perfeição.


Cláudia Botelho



Dissertação: Alberto Caeiro

Alberto Caeiro é um poeta da natureza, pois procura captar apenas as sensações, recusando por completo o pensamento metafísico. Assim, através das sensações tem uma percepção de vida assente na realidade e objectividade, construindo poesia quase de forma natural e ingénua.
Caeiro apresenta-se como “O Guardador de Rebanhos”, sendo esta uma metáfora que pretende evidenciar a doutrina de vida baseada na objectividade e na natureza. Deste modo, Caeiro privilegia os sentidos visuais e auditivos, como podemos observar nos versos “O meu olhar é nítido como um girassol/ Eu não tenho filosofia: tenho sentidos”. Assim, na sua poesia predominam os verbos ver e olhar, “Olhando para a direita e para a esquerda”.
Recorre a uma poesia quase prosaica, objectiva e concreta baseada na observação, de forma natural e inocente, da natureza. Por isso, apresenta-se como: “O Guardador de Rebanhos”.
Por outro lado, Caeiro recusa a metafísica, mas, para chegar a este facto, teve de pensar. O eu poético tem noção de que pensar incomoda, levando-o assim à dor de pensar. Pois, “Pensar incomoda como andar à chuva”. A sua poesia exige uma necessidade de raciocínio lógico, como podemos comprovar através do uso de conjunções coordenativas (mas) e subordinativas (porque).
Em suma, Caeiro aparentemente tem uma doutrina que não exige pensar, mas, para chegar a esta teve de raciocinar, sendo esta uma marca evidente de Pessoa.



Lorina Miranda

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Definição de herói



O herói

"Os heróis são símbolos de atitudes"

" São figuras incorpóreas, que ilustram o ideal de ser português"

"Normalmente os heróis agem pelo instinto, sem terem a visão do sentido e alcance dos seus actos na marcha dos tempos : " Todo o começo é involuntário./ Deus é o agente"."

"A insatisfação é o seu fado."

*excertos retirados de:

Jacinto do Prado Coelho, Diversidade e Unidade em Fernando Pessoa

Cláudia Botelho

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Poema sobre Nun'Álvares Pereira

Nun'Álvares Pereira

Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando,
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.

Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo* no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o Rei Artur te deu.

'Sperança consumada,
S.Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver!

*halo- círculo de luz
Fernando Pessoa- A Mensagem

Cláudia Botelho